e vai um dia, vai outro dia
e vai mais um ainda,
e foram meses e anos,
uma vida inteira de sonhos
(levados na poeira do tempo)
e vai uma volta, vai outra volta
e vai mais uma ainda,
e foi uma roda inteira
nas voltas do carrocel
(de que a vida feita é)
corres a eito um caminho
e tropeças na encruzilhada,
às vezes ficas em vão caído
sem vontade de seguir
(e na mente obscuras nuvens)
ergues o olhar no horizonte,
tão longe que parece estar,
mas vês a esperança num dia
de alimentar essa utopia
(quiçá consigas a volta voltar a dar)
quantas vezes deste o pão
e ficaste com as migalhas,
mas vem lá mais um dia
e mais uma volta a dar
(para trás ficou o sal)
(e entras na roda outra vez)
(e danças, e danças corrido)
(tens mais um dia, e outros mais)
(e tens ainda tantas voltas a dar)
(Adriano Costa – 08/08/2024)

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