quinta-feira, 22 de março de 2012

Holocausto

1988


Mãe,
onde estás
que não te ouço,
nem consigo
ver tuas mãos.

Sinto surdez,
embora ouça,
parece que lá longe,
um rimbombar perto
de mil trovoadas.

Sinto-me cego,
embora veja
em clarões enormes,
mil cogumelos
subindo nos céus.

Não vejo nada.
Só sinto um fogo,
que queima
em meu redor
e dentro de mim.

Custa-me respirar.
Acorda-me, mãe,
não gosto deste sonho.
Mas dói-me,
já não estou a dormir.

Mãezinha,
onde estás,
não te vejo.
Só acordei agora,
dá-me a tua mão......

Não me deixes só!...


Sem comentários:

Enviar um comentário