sexta-feira, 2 de março de 2012

NUNCA TANTO

1-03-2012

Nunca tanto amei  assim,
nunca tal dor padeci,
nem tamanhas lágrimas chorei
convulsivamente,
silenciosamente!
Porquê meu Deus?
Porque me deste este coração
tão dado e entregue,
tão grande e aberto,
que tanto tem esperado,
desde sempre procurado,
tanta chaga tem sangrado,
esperando teimosamente,
pacientemente,
pelo teu doce mel,
que tire este gosto amargo,
que rompa este véu agreste
e que tapa a tua visão.




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